
Inexorável
o relógio-fruto guardado
em teu peito
olhos e fímbrias
continua silencioso e impassível
a bater
em teu ventre de mãe
A inchar teu umbigo
e pulsar em tuas veias e fibras:
esperando a hora de acordar
em um dia qualquer
─ que não será um dia qualquer
pois uma vida sairá de ti e despertará para a vida
© MAQUINO, 21.XII.72


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