segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Urubu adotado por gari de Piracicaba desaparece e dono suspeita de furto

Ave dormia e assistia TV dentro de casa com trabalhador que o adotou
O urubu Sombra, que foi adotado por um gari de Piracicaba, no interior de São Paulo, e era tratado como animal de estimação, está desaparecido há 16 dias. O dono, que dormia, comia e assistia TV com a ave, acredita que o animal foi furtado.
“Com o amor que ele demonstrava ter por nós, eu descarto a chance dele ter fugido”, falou o gari Renato Eugênio da Silva.
O gari, morador do bairro Jaraguá, adotou há quatro meses o urubu, que ele encontrou ferido no aterro do Pau Queimado durante um dia de trabalho. Sombra passava o dia livre, sobrevoando a região na companhia de companheiros da mesma espécie, mas era só o gari voltar do trabalho, que ele reaparecia para receber os chamegos de Silva. Entre outras regalias, o urubu assistia televisão e dormia junto com o dono.

Sombra desapareceu no dia seguinte à publicação da matéria sobre ele no G1 Piracicaba. Silva conta que saiu para o trabalho bem cedo e o bichinho ainda estava na casa. “Eu até brinquei com ele, fiz carinho. Mas aí ele ficou sábado e domingo sem aparecer. Na segunda eu tinha certeza que tinha acontecido alguma coisa”, falou emocionado.
A família de Silva já recebeu duas denúncias de que a ave estaria em cativeiro em outro bairro de Piracicaba, mas o pai adotivo ainda não pode fazer constatação por causa do trabalho. “Na segunda-feira, eu vou a um endereço que me passaram. E tenho certeza que se for ele eu vou saber. Ele vai vir direto para mim”.
Fonte: g1.globo.com, 26.II.12 - Fotos: Nikolas Capp
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Grafiteiro milionário do Facebook: “Já me ofereceram sexo em troca de US$ 2 milhões”
David Choe diz que perdeu a privacidade desde que sua história se tornou conhecida e até ex-namoradas o procuram para pedir dinheiro
Por Época NEGÓCIOS Online
O grafiteiro David Choe, em entrevista à CBS: "Perdi minha privacidade e isso o dinheiro não compra"
Embora esteja prestes a se tornar o primeiro artista de grafite a valer US$ 200 milhões, David Choe diz que preferiria ter menos dinheiro e ganhar sua privacidade de volta. Desde que o “New York Times” noticiou que Choe teria ações do Facebook suficientes para torná-lo multimilionário quando a companhia realizar sua oferta de ações, ele vem sofrendo assédio da imprensa, amigos e até de ex-namoradas. “Uma delas chegou a me oferecer sexo oral por um ano em troca de US$ 2 milhões”, contou ao canal de TV CBS.
Choe ganhou as ações como pagamento por seu trabalho no primeiro escritório do Facebook em Palo Alto, na Califórnia. Em 2005, ele foi chamado por Sean Parker para grafitar paredes, elevadores e escadas. Ao final do trabalho, Parker lhe ofereceu a chance de trocar o cachê de US$ 60 mil em dinheiro por ações. Ëu escolhi as ações. Gosto de apostar", disse. Na época, ele achou que a rede social não vingaria, classificando-a de “sem sentido” e uma mera imitação do My Space. Agora, porém, se o IPO do Facebook atingir US$ 10 bilhões, elevando o valor da companhia para US$ 100 bilhões, o grafiteiro será o dono de US$ 200 milhões.
O artista de grafite David Choe vai se tornar milionário com o IPO da empresa: decisão acertada
David Choe se deu conta de que tinha deixado de ser um cidadão anônimo, quando ele e outros cerca de mil funcionários do Facebook foram apontados como os novos milionários graças ao IPO.
“Eu recebi um SMS de uma mulher com quem eu não falava em cinco anos e ela me ofereceu sexo oral todos os dias pelo resto da minha vida em troca de US$ 2 milhões”, ele contou à CBS. “Foi assim, do nada. E eu: o que está acontecendo?”
“Todas as emissoras de TV, jornais, sites estão batendo na minha porta para tentar falar comigo. Meu Deus!”, afirmou.
O trabalho do artista David Choe no elevador e nas escadarias do escritório do Facebook, em Palo Alto
É uma situação bem distante da que o grafiteiro já viveu em sua vida, quando foi preso por passar cheques falsificados no Japão.
“Eu sei que vai soar de uma maneira horrível eu dizer que dinheiro para mim não tem sentido”, disse. “Mas as pessoas não param de me perguntar ‘O que você vai fazer com todo esse dinheiro e liberdade?’”
“Eu fiz tudo o que queria fazer quando não tinha nada. E vou continuar fazendo, só que a diferença é que vai ter mais gente enchendo o meu saco a partir de agora.”
O grafite de Choe mostra o logo da rede social e acompanhava os funcionários até mesmo no café
Choe já pintou paredes em todos os escritórios do Facebook no mundo. Recentemente, ele esteve no novo escritório e pintou um mural, com “ajuda”de Mark Zuckerberg, o fundador do Facebook. Ele também tem um retrato do presidente Barack Obama pendurado em uma das paredes da Casa Branca.
Choe admitiu que vendeu algumas ações há pouco tempo, mas que ainda tem cerca de US$ 200 milhões em mãos.
“Ninguém precisa ficar com pena de mim”, ele disse à apresentadora Barbara Walters. “É um dinheiro enorme vindo dos céus, suficiente para mudar o mundo, ajudar as pessoas e fazer coisas boas. Como um artista, eu sempre me questionou qual é o meu papel ou por que eu faço o que faço. No final, acho que tudo vai ficar mais claro. Ou não, sei lá”.
Fonte: epocanegocios.globo.com/Revista, 12.II.12
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Vida de Picasso é retratada em série de histórias em quadrinhos

Quadro "Cabeça de Mulher", de Picasso
Os primeiros anos de Picasso em Paris, impregnados de boêmia, mulheres, tragédia e pincéis, chegam às livrarias francesas em uma série de quatro volumes de histórias em quadrinhos assinados pelo desenhista Clément Oubrerie e pela roteirista Julie Birmant.
Lançada pela editora Dargaud, a série de quadrinhos, que recria as vivências do pintor entre 1900 e 1912, estreia com "Pablo 1. Max Jacob" e recupera as lembranças de Fernande Oliver, uma modelo que posava para alguns dos artistas instalados em Paris no início do século XX e que se transformou no primeiro grande amor de Pablo Picasso (1881-1973).
"Trata-se também do resgate de uma época de esplendor e do célebre bairro de Montmartre, a colina onde fica a basílica do Sagrado Coração e onde ficavam muitos dos artistas que desfilaram por Paris há um século", explicou à Agência Efe Julie Birmant, que vive a poucos metros de onde Pablo Picasso tinha seu estúdio.
"Todas as manhãs passo pelo local onde ficava sua casa para levar a minha filha ao colégio. Também passo pelo café onde se reuniam os anarquistas espanhóis", comentou a roteirista e responsável pelo projeto, que escolheu Oubrerie para ilustrar a série porque seus desenhos tinham "uma espécie de nudez" que encaixava com a história que queria publicar.
As tirinhas da série compõem o perfil de um Picasso enérgico e ambicioso, fascinado pela Paris das exposições universais e pelas mulheres da "Belle Époque".
"Era complicado evocar a Picasso em história em quadrinhos porque é proibido retomar suas obras. Finalmente, essa limitação me permitiu encontrar uma via paralela e trabalhar cada tirinha como um pequeno quadro", resume Oubrerie, o desenhista da série.
Em 87 páginas de tirinhas cheias de ímpeto e com uma tiragem de 37 mil exemplares, o volume inaugural da série relata a chegada do gênio espanhol a Paris. Na época, Picasso tinha apenas 20 anos e era acompanhado de seu íntimo amigo e também pintor Carlos Casagemas, com quem compartilharia um estúdio no número 49 da rua Gabrielle.
Um ano depois, Casagemas se suicidaria com um tiro na cabeça, após ter tentado assassinar Germain, uma dançarina do cabaré "Le Moulin Rouge" com quem mantinha uma relação.
Aquele drama marcou profundamente ao gênio cubista, que derivou então sua escala cromática e inaugurou o "período azul", que se estenderia até 1904.
A história em quadrinhos, que não se priva de ilustrar os incontáveis romances de Picasso, detalha como a morte de Casagemas desordenou o artista, que pintava obsessivamente enquanto não estava entre amantes e garrafas de álcool.
"O que chama atenção em Picasso é sua capacidade de mudar de registro. Nesta série, eu fiz o mesmo, utilizando tanto o lápis como o carvãozinho, a tinta e a aquarela. Representei de maneira um pouco iconoclasta, mas ao mesmo tempo abstrato, sempre fazendo com que de forma alguma fosse reconhecível", acrescentou Oubrerie.
Poucos meses depois da morte do amigo, Picasso apresentava sua primeira exposição e chamava a atenção do público na galeria que frequentava o prestigiado Ambroise Vollard, retrata a história em quadrinhos.
Aquela mostra de 25 de junho de 1901, a qual o pintor terminou uma centena de quadros em um mês, também marca o início de sua relação com o crítico de arte Max Jacob.
Jacob, que dá nome ao primeiro título do romance gráfico, refugiou Picasso quando o artista já estava com fama de "poeta maldito". Nesta ocasião, em 1904, o amor de Fernanda entra na vida do pintor espanhol, que já se encontrava instalado em seu célebre estúdio Bateau-Lavoir, em Montmartre.
Esse também é o momento que conclui "Pablo 1. Max Jacob", que terá continuidade nos três livros dedicados a outros três grandes amigos do artista, o literato Guillaume Apollinaire, a escritora Gertrude Stein e o pintor Henri Matisse.
O romance gráfico de Picasso, que será publicado em espanhol em 2013, não é a única biografia em história em quadrinhos. Isso porque, a temporada literária na França também recebeu obras sobre "Virgínia Woolf", de Michèle Gazier e Bernard Ciccolini, e "Freud", de Corinne Maier e Anne Simon.
Fonte: UOL Entretenimento, 11.II.12 - p/Javier Albisu (EFE)
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
POEMA EM PARTO
Sub-reptício
primeiramente o poema instala-se
no encapsulamento dos ossos
e articulações do delicado ofício
− à espreita das imagens contidas
nos internos precipícios
das veias
e cerebrais rebuliços
E lá fica a germinar
seus odores e sabores:
ora doces ora cítricos
ora risíveis ora doloridos
Cabe ao insight do poeta
digerir e perceber suas emanações
e os quase imperceptíveis
e surrealmente incríveis
movimentos osmótico e molecular
(como asas de borboleta que lentas se abrem ao luar)
A seguir
de modo imprevisível
tem início a irrupção criativa:
num jorro
− como vômito ou irrefreável gozo
estético e fugidio
à espera de domínio e captura frasal
do inaudito cio
Se bem aproveitado
cerca de 35% de seu exosqueleto orgânico-vocabular
é lançado ao espaço gráfico-mental
(mas ainda sem definida voz ou sombra a decair)
A partir daí
compete ao poeta
apenas a laboriosa tarefa
(para dar-lhe efetivo corpo e vida)
de extrair as pseudomáscaras
embutidas nas entrelinhas
e ímpio dissecar-lhe a silábica dorsal espinha
(com a ponta da caneta)
e acrescentar-lhe músculos
emoção
alma
tesão&sangue
− e salpicos de picardia&mutreta
à guisa de prepositiva e necessária muleta
para os vis
ardis
quotidianos
que ano a ano
frutificam
( Ave Maria!)
© MAQUINO, 7.II.12 - Arte: Konrad Zeller
domingo, 5 de fevereiro de 2012
VERMELHA FLOR

Acordei
e me enfeitei
com variados colares
de cheiros evanescentes e estelares
para te atrair por inteiro
ao matreiro
universo caleidoscópico de meu digitalizado toque
− sexual sotaque −
e à instantânea ebulição de meu magro sangue
ao te ver exangue
arfante
e com as abertas veias
e pernas entregues às avenidas e vias
transversas
e travessas
do seminal e infinito prazer
de transitar por semáforos sempre verdes
− estampado em tuas dilatadas pupilas
que se acendem e lançam relâmpagos
que navalham e retalham a noite
e nossas suadas intercostais paredes
como metafóricos idílicos archotes
quando do instante de teu gozo
apenas com o açoite
de minha língua
(110/220 volts)
ferina
áspera/macia
lasciva
e felina
no pernoite
do desabrochar da pele
que se abre
pulsa
e metamorfoseia
em emaciada e cristalina gótica
gota
de viva carne
crua
e nua
(com odor de naftalina do amor
e sabor de vermelha flor
diet)
© MAQUINO, 5.II.12 - Arte: Georgia O'Keeffe


